Hip hop, tecno, drum'n'bass, house, funk, trance e muitos outros sons já fazem parte do cotidiano de muitas pessoas, a maioria jovens. Não importa qual tipo de lugar ou qual som tem mais a ver com cada “tribo”, a música feita por DJ’s está cada vez mais presente em festinhas, restaurantes, reuniões em casas de amigos, e claro, nas baladas. Para conseguir animar qualquer festa, é necessário acima de tudo entender muito de música e comportamento. Isso mesmo: comportamento. É preciso entender o perfil do público da pista para saber o que desejam ouvir e dançar.
Os primeiros DJ’s da história surgiram na Europa, mais precisamente em Berlim e Amsterdã, acompanhando o nascimento da música eletrônica. De lá para cá se tornaram peça fundamental em festas, tendo a responsabilidade de consagrar ou destruir qualquer evento. No princípio era uma simples atividade de lazer, e hoje é uma classe profissional com direito a Conselho Nacional com oito mil membros, dirigido por Kelly Garcia e escolas de formação técnica em grandes cidades do país.
Engana-se quem pensa que ser DJ é somente ter discos bacanas e ficar balançando os braços no intervalo de uma música para outra. A noite exige cautela, principalmente dos novatos. Quem está engatinhando na carreira ou ainda não tem um nome marcante no mercado está exposto a trabalhos não remunerados, muitas noites sem dormir para “discotecar” e muitas vezes ainda ter de acordar cedo para estudar ou trabalhar. Eventualmente até pagam para tocar ou trocam o trabalho por algumas latas de cerveja. Ser eclético é fator essencial.
É importante não ficar preso a apenas um estilo, afinal é uma profissão que tem como característica fundamental a versatilidade. O sergipano DJ Dolores, considerado o melhor do Brasil por uma revista especializada, por exemplo, prima pela mistura de ritmos regionais com batidas eletrônicas: “É uma coisa bacana que eu destruí o meu gosto musical. Hoje eu não tenho gosto, eu gosto de tudo. Eu gosto de música ruim (risos). Esse negócio de gosto limita você. O gosto é uma construção de uma identidade de um grupo social. Gosto dos bregas, das coisas experimentais, das eletrônicas, de rock, gosto de tudo, cara. “ , afirma.
O cachê médio de um DJ profissional no Brasil é de R$200 por noite, mas DJ’s consagrados como o carioca DJ Mark chegam a receber R$4 mil por uma noite. Mesmo com todos os altos e baixos freqüentes nesta profissão, muitas vezes precisando conciliar as noites à frente das pick-up’s com um trabalho diurno que proporcione melhor renda, uma coisa é certa: bom ou ruim, o dia de um DJ sempre acaba em festa!


2 comentários:
Parabéns pelo texto Glauco, demorou mas valeu a pena! Muito profissional seu texto, parabéns!
Acreditem: já quis ser DJ, isso há quase 15 anos atrás, na época botar som na garagem usando radiola e iluminação com lata de milho e papel celofane era o que eu mais gostava. Altas festas minha galera fez.
Só faltou citar um ritmo que gosto na música eletrônica onde o DJ te papel fundamental mas não é o único músico (o que eu acho importante, acho que música sintetizada tem que ter um limite pq senão, deixa de ser arte): o "lounge".
Pensei cá com meus botões, acho que vou largar jornalismo para ser DJ, brincadeirinha. Glauco, continue assim que seu texto e suas idéias só tendem a enriquecer nosso blog!
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